Não conseguia
sorrir naquele momento. Sentia-se uma qualquer que acabara de “deitar fora”
apenas mais um. Sentia-se fria.
Quando finalmente chegou a casa fechou-se no seu quarto. Não queria que os pais a vissem naquele estado quando chegassem a casa.
As lágrimas pareciam não ter fim. Pensou em ligar a Joana mas quando se preparava para marcar o seu número lembrou-se que a sua amiga iria decerto criticá-la em vez de ajudá-la e apesar de a adorar não estava com cabeça para os seus sermões sobre o amor, por isso limitou-se a puxar até à janela a cadeira que tinha em frente à sua secretária sentando-se nela simplesmente a olhar o céu enquanto sentia as suas lágrimas escorrerem ao longo do seu rosto.
Quando finalmente chegou a casa fechou-se no seu quarto. Não queria que os pais a vissem naquele estado quando chegassem a casa.
As lágrimas pareciam não ter fim. Pensou em ligar a Joana mas quando se preparava para marcar o seu número lembrou-se que a sua amiga iria decerto criticá-la em vez de ajudá-la e apesar de a adorar não estava com cabeça para os seus sermões sobre o amor, por isso limitou-se a puxar até à janela a cadeira que tinha em frente à sua secretária sentando-se nela simplesmente a olhar o céu enquanto sentia as suas lágrimas escorrerem ao longo do seu rosto.
...
Há duas horas que
não tinha notícias dela. Estava preocupado e com medo.
Já havia
caminhado o quarteirão todo. Dirigiu-se para o parque. Avistou Guilherme
sentado num banco com o rosto envolto nas suas mãos. Certamente já teria falado
com ela…
- Olá Guilherme.
Guilherme ergueu a
cabeça pesadamente permitindo que se visse os seus olhos inchados de tanto
chorar. Demorou-se a olha-lo percebendo que não o conhecia.
- Quem és tu?
Como sabes o meu nome?
Ele lembrou-se
que Guilherme nunca o vira, ele é que o vira com ela. O que estava prestes a
fazer podia ser uma loucura, mas Guilherme merecia conhecer o rapaz que fizera
com que ele a perdesse.
- Eu sou o motivo
para estares assim.
Guilherme
recompôs-se. Só lhe apetecia desfazer-lhe a cara, mas recordou-se que ele não tinha
culpa de nada. Era impossível alguém não a amar. E se ela o escolhera, ele só
teria que respeitar a sua decisão.
- Já sei quem és,
és o rapaz mais sortudo que pode existir. Não te preocupes, não lhe fiz nada,
limitei-me a ouvi-la e a apoia-la. Acima de tudo só quero a sua felicidade, e
se tu és a razão pela qual ela todos os dias da sua vida irá acordar com o seu
lindo sorriso de orelha a orelha, então eu apoio-vos. Vai falar com ela. De
certeza que ela não está bem e precisa de consolo, e visto que não é do meu,
resta-me que vás já ter com ela e a comeces a fazer feliz.
Ele ficou
admirado com as palavras de Guilherme.
- Realmente não
merecias nada disto. Desculpa. – Despediu-se dele com uma palmada amigável no
ombro.
Foi a correr em
direção à casa dela. Como será que estaria? Será que tinha feito algo? Só
conseguia pensar em correr cada vez mais rápido com medo de chegar tarde
demais.
...
Estava prestes a
levantar-se da cadeira para se deitar na cama quando o avista ao virar da
esquina a correr em direção a sua casa. Desceu as escadas a correr, abriu a
porta da frente e sem lhe dar sequer tempo de reagir ela abraçou-o fortemente.
Sentindo necessidade de a consolar retribuiu o abraço depositando-lhe um suave
beijo na testa.
- Meu amor,
desculpa. Nunca pensei que por me amares fosses derramar tantas lágrimas.
Ela olhou-o bem
nos olhos.
- Cada lágrima
que me vês chorar por te amar transformar-se-á no dobro dos sorrisos que terei
por tu me amares.
E sem pensar em
mais nada finalmente beijou-o sem sentir qualquer culpa por ambos se amarem.
"(...) abraçou-o fortemente. (...) sem sentir qualquer culpa por ambos se amarem."
