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sábado, 29 de setembro de 2012

Cartas Para Um Desconhecido, I


    Querido desconhecido,


  Acordei hoje mais uma vez a pensar em ti. Não me disseste que ia ser assim, disseste-me que ia ser fácil, que ia ser o melhor para os dois. Por que razão me mentiste? Isto não é o melhor para mim, eu bem o sei, sou eu quem acorda todas as manhãs com a cara marcada das noites mal dormidas. Não te vou culpar, sei que também não querias que isto fosse assim, tu acreditavas num “nós”, eu dei-te razões para acreditares em tal e no fim desiludi-te. Agora não há nenhum "nós". Agora limito-me a disfarçar as marcas deixadas pelas noites passadas a chorar e colocar um sorriso, um falso sorriso.
  Mas não era isto que eu vinha aqui fazer.
  5, 4, 3, 2… Ah, já me lembro. Vinha aqui para acabar o trabalho de Geografia.
  É verdade, começou novamente a escola ou seja começou novamente o stress fazendo com que a minha vontade de te escrever... Escrever? Não, a minha vontade era mesmo de te abraçar, mas pronto, voltando atrás, fazendo com que a minha vontade de te escrever seja enorme mas estou sem tempo, sabes bem que não gosto de deixar tudo para a última da hora e que quando começo os trabalhos a minha cabeça torna-se numa confusão imensa.
  Quando puder escrevo-te, prometo.


Com amor, Marta.