Querido
desconhecido,
Acordei hoje mais
uma vez a pensar em ti. Não me disseste que ia ser assim, disseste-me que ia
ser fácil, que ia ser o melhor para os dois. Por que razão me mentiste? Isto
não é o melhor para mim, eu bem o sei, sou eu quem acorda todas as manhãs com a
cara marcada das noites mal dormidas. Não te vou culpar, sei que também não
querias que isto fosse assim, tu acreditavas num “nós”, eu dei-te razões para
acreditares em tal e no fim desiludi-te. Agora não há nenhum "nós". Agora limito-me a
disfarçar as marcas deixadas pelas noites passadas a chorar e colocar um
sorriso, um falso sorriso.
Mas não era isto
que eu vinha aqui fazer.
5, 4, 3, 2… Ah,
já me lembro. Vinha aqui para acabar o trabalho de Geografia.
É verdade,
começou novamente a escola ou seja começou novamente o stress fazendo com que a
minha vontade de te escrever... Escrever? Não, a minha vontade era mesmo de te abraçar, mas pronto, voltando atrás, fazendo com que a minha vontade de te escrever seja enorme mas estou sem tempo, sabes bem que não
gosto de deixar tudo para a última da hora e que quando começo os trabalhos a
minha cabeça torna-se numa confusão imensa.
Quando puder
escrevo-te, prometo.
Com amor, Marta.