O dia a dia da rapariga:
Começou novamente a escola. Ainda não me encontro pronta para enfrentar um novo ano sem mais de metade das pessoas que mais gosto. Sinto-me fraca e vazia pois é complicado não te encontrar a meu lado sempre que necessite. Tudo o que me dizias era que nada iria mudar, que estarias sempre comigo de cada vez que te chamasse, que teria a tua ajuda a 100%, que continuaríamos a ser os melhores amigos acima de tudo. Foi a incerteza na tua voz, o medo de não estares certo daquilo que dizias que fez com que o meu medo também aumentasse.
Entrei na escola. Até ao momento tudo parecia estar bem. Durante todo o dia não pensei mais na nossa última conversa.
Num dos dias da semana seguinte de manhã, quando liguei o telemóvel, reparei que não tinha a tua diária mensagem de “bom dia” que sempre me mandavas. Fiquei irrequieta, preocupada, e por isso mandei-te eu mensagem.
Não respondeste.
Comecei a ficar seriamente preocupada, com medo que algo te tivesse acontecido. Liguei-te e o teu telemóvel estava desligado. Decidi vestir-me e preparar-me para outro dia de escola, mas desta vez certamente que não seria tão animado…
Num dos dias da semana seguinte de manhã, quando liguei o telemóvel, reparei que não tinha a tua diária mensagem de “bom dia” que sempre me mandavas. Fiquei irrequieta, preocupada, e por isso mandei-te eu mensagem.
Não respondeste.
Comecei a ficar seriamente preocupada, com medo que algo te tivesse acontecido. Liguei-te e o teu telemóvel estava desligado. Decidi vestir-me e preparar-me para outro dia de escola, mas desta vez certamente que não seria tão animado…
- Que se passa contigo? – perguntaram-me.
- Não se passa nada, porque perguntas?
- Porque pergunto? Já reparaste bem na tua cara , nas tuas atitudes de hoje?
- Porque pergunto? Já reparaste bem na tua cara , nas tuas atitudes de hoje?
- Que queres dizer com isso? Eu estou normal, sim? Vê se paras de me chatear e deixa-me sossegada!
Dito isto, a pessoa foi-se embora. Mal vi que estava sozinha, olhei para o telemóvel, para a imagem de fundo que tinha. Como é óbvio tinha uma imagem nossa, os dois abraçados a rir.
Tocou para entrar. Ainda me demorei um pouco a olhar para a imagem, sem reacção. Entrei na sala. Tudo tinha mudado do dia para a noite, e eu, sem me dar conta, deixei-te partir sem realmente dizer-te que te queria comigo para sempre.
Tocou para entrar. Ainda me demorei um pouco a olhar para a imagem, sem reacção. Entrei na sala. Tudo tinha mudado do dia para a noite, e eu, sem me dar conta, deixei-te partir sem realmente dizer-te que te queria comigo para sempre.
"(...) tinha uma imagem nossa, os dois abraçados a rir."
