Desde há uns dias para cá que não pára de pensar nele, não pára de pensar de como teriam sido as coisas se tivesse aceitado o seu simples e inocente pedido. Sentindo-se cada vez mais arrependida, pois o motivo pelo qual o recusou desiludiu-a e agora não significa nada na sua vida, a cada dia que passa pergunta-se o que será tudo isto.
Sente-se estranha.
Será que há algo mais que amizade? Será mais que uma simples intimidade? Será que, se hoje fosse aquele dia em que estiveram juntos e ele lhe voltasse a fazer a mesma pergunta, ela iria recusar?
Duas pessoas que sempre tiveram grande carinho uma pela outra, que sempre confiaram uma na outra agora mais que nunca. Não passará tudo de uma mera ilusão que a cada dia que passa é alimentada pela sua esperança e pela sua necessidade de ser feliz ao lado de alguém que realmente goste dela?
Necessita dele, do seu abraço e do seu conforto. Quando se perde nos seu abraço, sente que finalmente encontrou a sua “casa”, o seu porto de abrigo, mas ao mesmo tempo, sente que entrou num outro pesadelo cheio de intrigas e ciúmes.
Por quê? Como? Não sabe nem se questiona acerca disso. Ele faz-lhe falta e ela sabe disso muito bem. O seu sorriso anda forçado, amarelo, o seu rosto marcado pelas noites mal passadas, a sua mente invadida de desejos que nunca desejou sentir.
O que é isto? Amor? Ou apenas a simples necessidade de tê-lo a seu lado, de ter a oportunidade de ser novamente feliz? Confusa, disso tinha a certeza que estava.
Voltarás a querê-la?
"Voltarás a querê-la?"
